O objectivo das 34 semanas não fui conseguido, outros factores da mãe natureza se atravessaram…
Eram por volta das 16H00 quando ela deu entrada na sala de partos e o meu coração começou a bater de vagarzinho… pensava que lá para as 16h30 ou 17H00 ela desse entrada na sala de partos.
Não pude assistir, o nascimento ira ser por cesariana, e mandaram aguardar no corredor.
Para dar apoio caso ela estivesse a ser preparada ainda, coloquei estrategicamente perto da porta para ela ver que eu estava ali a apoiar.
Passado meia hora ouvia o choro de uma criança, e via uma senhora preparada para entrar.
Pensava com os meus botões será ela que esta ali pronta para entrar, será que já entrou, e ouvia no fundo da sala outra vez o choro de um bebe…
Passado 10 / 15min aparece um rodopio de enfermeiros e médicos a volta de uma criança uma incubadora, e eu para os meus botões pensava, afinal eram mais partos prematuros.
Mas num ápice a médica manda parar e perguntar pelo Pai da criança, o marido da sehora da cesariana e eu confuso pergunto pelo nome dela, o qual confirmam-me que aquela criança era mesmo minha…
Fiquei sem reacção, sem saber o que fazer, sem saber o que dizer…. Vi naquele momento o tesouro mais importante que um ser humano pode ter “um filho”.
O primeiro contacto com o meu filhote estabeleci a seguir, já quando ele estava pronto na UCIN, e senti uma calma que nunca tinha sentido ao tocar nele.
Vi o mundo de outra forma, o que confesso assustou-me, mas que fez pensar tenho de mudar… por ele vale a pena.
Hoje e após um dia do nascimento, a super mãe e mulher, tinha muitas dores não se conseguia mexer ou levantar,mas nos seus húmidos olhos só pretendia ver o seu pequenote, o seu filhote.
No final do dia, e apesar das dores que pareciam facas a cortar o seu útero materno, ganhou forças e caminhou lenta e dolorosamente para se preparar para ver o seu rebento.
Mas as dores eram imensas e a caminhar não iria conseguir… quis ir de cadeira de rodas, cerrou os dentes e la fomos nós. Vi no seu rosto a imensa dor que tinha internamente, aqueles cortes tiravam-lhe a respiração, mas ela tinha de ir ver o seu filhote.
Acalmou ao ver o pequenote, e ficou admirada com o esforço que este esta a fazer para enfrentar esta nova etapa da sua vida.
As dores já não conseguia suportar, quis ir embora e ao chegar ao quarto, as dores eram tatas que quase ficou sem sentidos, ão fosse a rápida intervenção daquela simpática e competente enfermeira, que apesar do adiantar da sua idade e do final do seu turno com rodopios impressionantes, ainda teve a amabilidade de um sorriso e o sangue frio para intervir exactamente a tempo.
Um bem haja a todos da unidade das grávidas em risco e da UCIN da MBB, apesar de todas as dificuldades conseguem sempre animar, com um conselho, com um sorrisso, com uma brincadeira. Um bem haja…
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